Radiophonics

RADIOPHONICS Um mosaico de possibilidades Quatro rapazes, quatro estilos diferentes que se uniram e formaram um som único e inconfundível: a Radiophonics. A banda juntou dois integrantes de Francisco Beltrão, Digão (vocal) e Marcelo (bateria), de Pato Branco Jabuti (guitarra), e Curitiba Ronan (baixo).

Formada em 2005, a Radiophonics uniu nos quatro músicos o melhor do rock e pop do Sudoeste do Paraná. Na bagagem durante as viagens para cada show, os Radiophônicos levam o talento e carisma de meninos interioranos, com jeito de sobra para encarar o país. Pelos bares onde tocam ganham mais adeptos do som dançante e das letras papo-cabeça de Digão.

Letras que colocam para fora o que uma galera inteira pensa e quer dizer: fala de amor, amizade, família, dúvidas, sofrimento, alegria. As belas composições de Digão enfim ganham vida na voz inconfundível e única do vocalista, nos rifes de guitarra de Jabuti, no baixo bem traçado de Ronan e nas batidas firmes e ritmadas de Marcelo.

O quarteto tem na cara, e especialmente na ideologia, a influência de outro quarteto histórico: John, Paul, George e Ringo, The Beatles. Seguindo sempre o bom gosto do rock inglês. Mas a lista dos ídolos que despertaram nos quatro meninos a vontade de seguir o caminho da música é longa. Agora, após cinco anos na estrada, a banda acaba de gravar seu primeiro CD independente.

A Radiophonics começa a ganhar a certeza que os fãs já têm desde os primeiros shows e ensaios na garagem: “vamos ser a melhor banda do Brasil”. “Mosaico” Cabe tudo um pouco nas referências eloqüentes da Radiophonics, com destaque no liquidificador sonoro as bandas The Beatles, Oasis, Los Hermanos, The Who, Coldplay, Radiohead, Stereophonics, Echo and The Bunnymen e Travis. As alusões dessas bandas podem ser facilmente percebidas no primeiro CD demo do grupo, “Mosaico”, trabalho que está sendo divulgado e distribuído pelos locais onde tocam.

Algumas das canções podem ser encontradas no www.myspace.com/radiophonics. Gravado no esquema “faça você mesmo”, as músicas próprias apresentam um apelo pop sem serem pasteurizadas. Certos arranjos se mostram crus de um propósito que se enquadra em adjetivos positivos, como na canção “Único Amor”, uma balada de melodia grudenta, que cresce nos tímpanos durante os berros do vocalista Digão.

Na bolachinha também se encontra a já clássica “Eulália” e as músicas de trabalho “Mosaico” e “Ela Me Faz Pirar”, que tem todos os adjetivos para tocar no rádio, estar no playlist de iPods, ser tema de folhetim ou trilha para algum filme do Jorge Furtado. A Radiophonics, com o seu trabalho autoral, está seguindo, continuando e driblando, acompanhando os passos que muitos outros já pisaram e provaram ser possível.

Agora, para a banda, tudo é uma questão de tempo, pois o caminho já começou. Se houver erro, não será de percurso, mas de equívocos da indústria cultural.

Leonardo Handa – Jornalista e cronista.
Cristiane Sabadin- Jornalista

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