Trio Quintina

Em meados de 1997 começava a surgir o Trio Quintina. Gabriel e Tiziu eram colegas no curso de agronomia da UFPR e se juntavam para tocar flauta e violão nos intervalos das aulas enquanto Gustavo era estudante de educação física também da UFPR. Esporadicamente os três se reuniam para simplesmente, sem maiores pretensões, tocarem juntos. Desses encontros surgiram alguns arranjos como o de “Arroz, Feijão”, posteriormente gravada no primeiro CD “A Caixinha Mágica”, e também a vontade de criar um repertório da mais pura MPB com arranjos originais e ter a possibilidade de trabalhar em algum bar.

Em algum dia do mês de março de 1998 o trio faz sua estréia no Empório São Francisco, ainda sem nome e usando apenas cinco instrumentos musicais: a flauta, o violão, guitarra, percussão e voz, que meses depois dariam origem ao nome “Trio Quintina”.

Durante um ano o trio se apresentava no Empório todas as quintas e, aos poucos, aumentava o contingente de instrumentos. No segundo ano o trio passou a tocar todas as terças, criando o que ficaria conhecido como a terça de MPB mais tradicional da cidade, que já dura cinco anos e serviu de estímulo para outros bares também colocarem MPB nas terças-feiras.

Em 1999 o trio lança o seu primeiro CD intitulado “A Caixinha Mágica”, contendo somente composições próprias. O show de lançamento realizou-se no teatro paiol e foi gravado e posteriormente apresentado pela TV Educativa do Paraná.

Em 2001 o trio lança seu segundo CD, também no teatro paiol. Este, um álbum duplo gravado ao vivo somente com releituras dos grandes compositores brasileiros. O CD se chama “ao vivo PURO”, pois não teve nenhum tipo de maquiagem ou ajuste posterior.

Com o objetivo de divulgar a música brasileira através do seu trabalho, seja com composições próprias ou interpretando grandes compositores brasileiros, em dezembro de 2001 o Trio Quintina parte para uma turnê itinerante e mambembe pela América Latina. A turnê durou três meses e nesse tempo foram percorridos o Uruguai, Argentina e Chile, tendo sido realizados tanto os propósitos musicais e artísticos como o financeiro, de subsistência pela música durante esse tempo.
De volta a casa, o grupo lançou o seu terceiro CD, gravado através da lei municipal de incentivo à cultura. Chama-se “Balaio da Menina” e traz 15 novas canções compostas e arranjadas pelo trio. Foi lançado em abril de 2002, também no teatro Paiol, e contou com a participação de Vicente Ribeiro na produção musical, Paola Faoro no projeto gráfico e Gilson Camargo na fotografia, além de vários músicos curitibanos.
Em seguida o grupo parte para mais uma turnê independente, agora por vários países da Europa (Espanha, França, Holanda, Suíça e Itália). O que lhes rendeu muita história pra contar, além de todos os CDs vendidos e um reconhecimento por parte do público que encontrou com o Trio Quintina.

Em 2004 o trio volta a Barcelona, desta vez para participar do Festival Brasil NOAR e também realizar shows nas casas noturnas que já conhecem o seu trabalho. Neste mesmo ano o grupo também prepara-se para lançar seu quarto CD independente, novamente só de composições próprias.

Ainda em 2004, em um grande show para 700 pessoas no Teatro da Reitoria, em Curitiba, o Trio lança “ Pára-dias de chuva”, seu quarto CD independente contendo 14 novas composições que mostram ainda mais o amadurecimento musical do grupo.

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